Beber mais de sete latas de cerveja 🍺 por semana reduz expectativa de vida 💀

20 de janeiro de 2020 por Temistocles Neto0
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Cinco taças de vinho 🍷 ou sete latas de cerveja 🍺 tipo pilsen tradicional por semana. Essa deveria ser essa a quantidade máxima de ingestão de bebidas alcoólicas para evitar risco de doenças cardiovasculares, conclui um estudo liderado por pesquisadores britânicos e publicado na revista científica “The Lancet”. .

Ao analisar dados de quase 600 mil pessoas de 19 países, os autores observaram que aquelas que bebem mais do que isso têm uma expectativa de vida significativamente mais baixa – variando entre seis meses até cinco anos – que as que bebem menos que isso. A partir desses dados, o estudo é que os limites de álcool recomendados mundo afora deveriam ser reduzidos entre 33% e 50%. No Brasil, não existe uma recomendação oficial. .

Existe, porém, diferença entre beber uma lata por dia e beber todas as sete de uma só vez. Ingerir essa quantidade de álcool em um intervalo de apenas duas horas é o pior padrão de consumo, chamado “binge drinking”, por induzir a pessoa a se envolver em atividades nas quais não se envolveria se não estivesse intoxicada, como brigas com pessoas bem mais fortes ou relacionamento sexual inseguro. .

O estudo mostra que o álcool aumenta o risco de qualquer tipo de doença cardiovascular: acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença hipertensiva fatal e aneurisma aórtico fatal. Para mulheres, o consumo de álcool é ainda mais perigoso. Isso se explica porque, entre outros aspectos, as mulheres produzem uma quantidade menor da enzima responsável por degradar o álcool. Em decorrência disso, uma mesma dose de bebida ingerida por uma mulher faz com que ela fique, em média, com 30% a mais de concentração alcoólica no sangue do que um homem ficaria.
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Referências:
Risk thresholds for alcohol consumption: combined analysis of individual-participant data for 599 912 current drinkers in 83 prospective studies
The Lancet, vol 391
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#cerveja #vida #longevidade #medicinapreventiva


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Sou formado desde 2010 pela Universidade Federal de Rondônia e moro em Brasília há 8 anos após ter vindo servir o Exército Brasileiro. Sou Servidor da SES/DF há 6 anos na função de Médico de Família e Comunidade/Clínica Médica, sendo função atual na SES.

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