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22 de agosto de 2018 por Temistocles Neto0
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A modulação hormonal bioidêntica consiste no uso de hormônios com estrutura molecular idêntica aos hormônios produzidos endogenamente, independente da fonte da qual se origina, que pode ser natural ou sintético. O objetivo do uso é mimetizar a fisiologia hormonal do sistema biológico. Recentemente, muito se fala na modulação hormonal para melhora na qualidade de vida, principalmente no caso das mulheres que, quando atingem a menopausa apresentam diversos sintomas indesejáveis devido à queda na produção de hormônios. Apesar da terapia da modulação hormonal ser utilizada há muitos anos na Europa e Estados unidos, sua prática foi disseminada globalmente há aproximadamente 15 anos.

Por que escolher os hormônios bioidênticos?

A terapia de reposição hormonal em mulheres vem sendo praticada desde 1942 quando o FDA aprovou a comercialização de estrógenos equinos conjugados para o tratamento de climatérios. Contudo, na década de 90 alguns estudos apontaram o aparecimento de sintomas indesejados com o uso de hormônios equinos (não bioidênticos), entre eles, o aumento do risco de câncer de mama. Acredita-se que isto ocorra, pois, os sítios ativos dos hormônios funcionam como um sistema chave-fechadura. Dessa forma, hormônios não-bioidênticos ou análogos não se encaixam perfeitamente nos receptores celulares podendo causar alterações na sinalização, levando ao aparecimento de efeitos adversos e/ou o bloqueio dos hormônios endógenos. Já os hormônios bioidênticos, como o próprio nome já diz, são hormônios idênticos aos hormônios endógenos. Estes garantem um encaixe perfeito nos receptores celulares e, portanto, sinalizam e propagam informações corretas em seus sítios ativos. Isto garante que os hormônios bioidênticos, quando respeitadas suas doses fisiológicas, apresentam efeitos colaterais muito menores.

Quando e como se deve fazer a modulação hormonal? A modulação hormonal bioidêntica funciona desacelerando o envelhecimento, mantendo a saúde e reduzindo os sintomas da deficiência hormonal. Porém é importante entender que os sinais e sintomas observados no desequilíbrio hormonal não são específicos de determinado hormônio ou condição metabólica sendo necessária a avaliação clínica e laboratorial.

Referência:

– Revista Galena, edição 185, 2018.


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Sou formado desde 2010 pela Universidade Federal de Rondônia e moro em Brasília há 8 anos após ter vindo servir o Exército Brasileiro. Sou Servidor da SES/DF há 6 anos na função de Médico de Família e Comunidade/Clínica Médica, sendo função atual na SES.

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